Você quer ser desenhada, não quer?

– A máscara.
Disse com uma mão pela corrente da coleira, com a outra pelos cabelos dela, próximo da nuca.

Estava sentado no seu sofá de 3 lugares e couro escuro, na sala de sua casa, com seu corpo um pouco sobre o dela. Vestia apenas um jeans com cinto. Ela estava ajoelhada na frente dele, numa posição que demonstrava claramente quem estava no comando ali, apenas usando uma camiseta que pegou com ele, pois a sua molhou no caminho até a casa, e uma calcinha bem fina, que realçava deliciosamente a parte inferior do seu corpo, que era muito bem trabalhada.
Ela sabia o que queria dizer. Tinha certeza do que estava por vir, e era exatamente aquilo que ela queria. Há muito sonhava com alguém que a tratasse desse jeito, monossilábico, dando ordens, firme e seguro.

Ela sabia que depois que vestisse a máscara, ela teria o que queria, o que sempre quis.

Abriu o baú e ficou encantada com tudo que era possível ser feito com aquilo que encontrou.

Dois ou três chicotes, em tamanhos diferentes, lhe renderam um rápido flash dela mesma encostada na parede, com a bunda bem empinada, nua, já com sua bunda grande e firme marcada de algumas chicotadas, recebendo mais uns e gemendo a cada golpe, sentindo uma dor aguda, desconfortável, mas que não a fazia ter vontade de parar, afinal, por muitas vezes foi uma situação imaginada por ela em noites solitárias se satisfazendo sem ajuda de ninguém na sua cama.

– Anda, a máscara.

Voltou a si e depois de uma procurada rápida, achou a máscara. Preta, de látex, pegou pelos buracos dos olhos, levantou a cabeça, olhou pra cara severa dele e a vestiu lentamente, sentindo aquela textura meio grudenta agarrando no rosto, apreciando aquele cheiro de borracha que só tinha imaginado nos vídeos adultos que via de vez em quando com a temática fetichista. Ela sempre quis aquilo, e era por isso que estava ali.

Puxou seus cabelos para fora da máscara e o olhou com uma cara de “pronto”.

– Boa menina. – Ele a segurou firme pelas bochechas, beijou na boca rapidamente, dando uma mordidinha de leve ao se separar, soltando seu rosto ao mesmo tempo. – Agora chupe.

Ela nunca havia se sentido tão excitada antes. Ela sentia seu sangue fervendo, passando pelas suas veias bem quente, e junto com ele ia um tesão gigante que ia tomando conta do seu corpo inteiro. Ela estava molhada feito uma cadela no cio. Ela queria ser fodida ali, agora, muito e bem forte. Ela queria tirar o cinto dele, colocar tudo pra fora e se entregar definitivamente ao prazer carnal absoluto, mas ao mesmo tempo ela queria se envolver com todo esse joguete de dominação que ela desejou tanto encontrar alguém que fizesse. Ela queria sentar e rebolar muito, mas o que ela queria de verdade era ser a posse de alguém. O conhecia há pouco, mas era exatamente assim que ela queria ser tratada. O visual dele a fazia imaginar uma aura que se mostrou bem precisa. Bruto, dominador, mandão, firme. A barba cheia, que quase escondia inteiramente um pescoço grosso, se misturava com cabelos longos e ondulados. Ela adorava o contraste que dava com a aparência delicada dela. De pouca estatura, seios pequenos mas firmes, toda branquinha, rosinha. Ruiva, de sardas, parecia uma bonequinha de tão frágil. Qualquer receio que ela tinha de estar errada sobre a forma como ela a trataria desapareceu após ele a mandar chupá-lo. Era como se ela tivesse decidido: “OK, sou sua.”

Ela se aproximou do volume que estava em sua calça, o acariciou bem devagar, e suas mãos após brincar um pouco com aquilo que ela tanto desejava, foi descendo pelas suas pernas, arranhando suavemente suas calças. Após arranhar de leve seus pés nus, voltou com suas mãos para o cinto dele e começou a abrir. Assim que tirou o caralho dele pra fora, suas mãos foram de encontro à sua nuca e puxando bem forte sua cabeça para onde deveria se encaixar. Um orgulho tomou posse de si por instantes, “meu deus, acho que esse é o melhor boquete que já fiz em alguém”, mas rapidamente ela se deixou perder de novo pelo quanto queria agradar e mostrar praquele rapaz que ela seria o brinquedo perfeito pra ele. Era assim que ela queria se sentir, se mostrar: Um brinquedo sexual. E ela queria ser o dele. Ela queria fazer tudo para satisfazer ele sexualmente, quando, onde e como ele quisesse. Toda essa paixão, essa intensidade causou um susto repentino nela: “Por que eu quero isso tão rápido? Essa é nossa primeira vez, calma, Rebeca.” Mas ela foi bruscamente interrompida por ele, sentindo suas mãos calejadas apertando sua nuca bem forte e puxando sua cabeça pra uma distância curta do seu pau. Uma saudade fulminante do sabor daquele caralho tomou conta dela, tão forte quanto a da garota que leva seu namorado para pegar o ônibus de despedida na rodoviária.

A cabeça dele ficou imediatamente acima da dela e seu olhar pentrava bem no fundo dos olhos dela, sem demonstrar um pingo de medo ou nervosismo. Ele já tinha percebido que ganhou uma submissa nova.

– Você quer ser desenhada, não quer, safada?

De repente, ela se lembrou de que haviam trocado mensagens pelo celular sobre o fato dele gostar de desenhar fotos que ele tirava. Agora, mais do que nunca, ela queria ter esse privilégio. Ela queria ser eternizada por ele, do jeito dele, pela arte dele. Um olhar concordante foi o suficiente.

Ele alcançou o celular que estava do outro lado do sofá e voltou para sua posição inicial.

– Volte a chupar, cadela.
A câmera do celular apontava para ela.

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